Sexta-feira, 30 de Setembro de 2011
Mandar e matar
Tudo neste mundo, ou quase tudo, é regido por duas palavras:
mandar e
matar. Há que quebrar essa lógica.
Juventud Rebelde, Havana, 19 de Junho de 2005In
José Saramago nas Suas Palavras
Quinta-feira, 29 de Setembro de 2011
Liberdade utópica
Nós vivemos num mundo que Marx não conheceu, vivemos num mundo vigiado, somos vigiados. Acabou-se a privacidade. Se a vida privada, de alguma forma, acabou, a consciência privada, para usar o mesmo termo, sofreu um atentado similar. A liberdade, e agora falo da liberdade de consciência, por vezes arrisca-se a converter-se em algo utópico, com muito pouco conteúdo.
Revista Número, Bogotá, nº 44, Março-Maio de 2005In
José Saramago nas Suas Palavras
Quarta-feira, 28 de Setembro de 2011
Obsessões corporativas
Estamos nas mãos de corporações desenfreadas que não têm outra ideia em mente que não seja o lucro rápido e a exploração destruidora.
Visão, Lisboa, 26 de Julho de 2001In
José Saramago nas Suas Palavras
Terça-feira, 27 de Setembro de 2011
Os abismos que nos separam
Estava claríssimo que as desigualdades se iriam intensificar, que um abismo nos ia separar. E não é só o abismo do ter: é, também, o abismo do saber. Porque o saber está a concentrar-se numa minoria escassíssima. Estamos a repetir,
mutatis mutandis, o modelo da Idade Média, em que o saber disponível estava concentrado numa gruta de teólogos, uns poucos mais, o resto era uma massa ignorante.
Seara Nova, Lisboa, nº 72, Abril-Junho de 2001In
José Saramago nas Suas Palavras
Segunda-feira, 26 de Setembro de 2011
Perante um mundo destroçado
É preocupante ver que a sociedade inteira é uma sociedade amorfa, abúlica. As camadas médias e altas só se preocupam com suas próprias satisfações, perante um mundo destroçado, onde a diferença entre os que têm e os que não têm, os que sabem e os que não sabem, é cada vez maior.
O Globo, Rio de Janeiro, 14 de Agosto de 1999In
José Saramago nas Suas Palavras