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Outros Cadernos de Saramago

Outros Cadernos de Saramago

Perdemos a capacidade de indignar-nos. De contrário o mundo não estaria como está.   El Imparcial, Madrid, 26 de Outubro de 2006 In José Saramago nas Suas Palavras  
27 Dez, 2011

Estado-Providência

O “Estado-Providência" é mais retórica política do que realidade social. O Estado-Providência esteve ligado à superprodução de bens de consumo de todo o tipo e isso não é um Estado-Providência. A linguagem serve para tudo e serve, muitas vezes, de máscara para a realidade.   Público, Madrid, 20 de Novembro de 2008 In José Saramago nas Suas Palavras  
15 Dez, 2011

Dois mais dois

As pessoas gostam de ser convencidas de que dois mais dois são cinco. E se aparece alguém a dizer que são quatro, é um herege. Ou um desmancha-prazeres. Sobretudo, um desmancha-prazeres.   Visão, Lisboa, 6 de Novembro de 2008 In José Saramago nas Suas Palavras  
14 Dez, 2011

Adormecidos

O que há é um adormecimento a todos os níveis da sociedade. Este sistema adormeceu-nos. E agora ri-se simplesmente de nós.   Jornal de Notícias, Porto, 5 de Novembro de 2008 In José Saramago nas Suas Palavras  
O tempo das verdades plurais acabou. Agora vivemos no tempo da mentira universal. Nunca se mentiu tanto. Vivemos na mentira, todos os dias.   Tabu, Lisboa, nº 84, 19 de Abril de 2008 In José Saramago nas Suas Palavras  
Vivemos num sistema de mentiras organizadas, entrelaçadas umas nas outras. E o milagre é que, apesar de tudo, consigamos construir as nossas pequenas verdades, com as quais vivemos, e das quais vivemos.   Tabu, Lisboa, nº 84, 19 de Abril de 2008 In José Saramago nas Suas Palavras  
As indústrias culturais do nosso tempo, servidas por máquinas de promoção e propaganda, direccionadas para tácticas e estratégias de proeminência ideológica que, de alguma forma, tornam obsoleto o recurso às acções directas, vêm reduzindo os países menores a um mero papel de figurantes, induzindo-os a um primeiro grau de invisibilidade, de inexistência.   José Saramago. Una mirada triste y lúcida, Madrid, Algaba Ediciones, 2007 In José Saramago nas Suas Palavras  
Introduziu-se nas nossas mentes essa ideia nova de que se não consomes não és nada. Se não consomes, tu não serás ninguém. E serás tanto mais quanto mais fores capaz de consumir. A partir do momento em que o ser humano se vê a si mesmo como um consumidor, todas as suas capacidades diminuem, porque todas vão ser postas ao serviço de uma maior possibilidade de consumir.   La Jiribilla, Havana, 22 de Setembro de 2007 In José Saramago nas Suas Palavras  
Que Europa queremos?   Do ponto de vista de uma ética abstracta, se tal conjunção existe, a Europa não tem mais responsabilidades no tribunal da História que qualquer outra parte do mundo onde se tenham disputado o poder e a hegemonia. Mas a ética, quando exercida, como é desejável, sobre o concreto social, é porventura a menos abstracta de todas as coisas: embora variável no tempo e no espaço, permanece como uma presença calada e rigorosa que, com o seu olhar fixo, nos vai (...)
22 Nov, 2011

Mudar a vida

Não mudaremos a vida se não mudamos de vida. Há que perder a paciência.   El Tiempo, Bogotá, 9 de Julho de 2007 In José Saramago nas Suas Palavras