Quarta-feira, 15 de Setembro de 2010
Simplesmente humanidade
Há um personagem [a rapariga dos óculos escuros] no meu livro [Ensaio sobre a Cegueira] que pronuncia as palavras chave: “Dentro de nós há uma coisa que não tem nome. Isso é o que somos”. Do que necessitamos é procurar e dar um nome a essa coisa: talvez lhe possamos chamar, simplesmente, “humanidade”.“Las palabras ocultan la incapacidad de sentir”, ABC (Suplemento ABC Literario), Madrid, 9 de Agosto de 1996


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Terça-feira, 14 de Setembro de 2010
Um trabalho político
Não vou utilizar a literatura, como nunca o fiz, para fazer política; isso não está nos meus projectos. O trabalho literário é uma coisa e a política é outra, embora este trabalho literário, sem deixar de sê-lo, possa ser também um trabalho político; mas o que eu não faço, e isso sabem-no os leitores, é utilizar a literatura para fazer política.“Saramago: ‘La posibilidad de lo imposible, los sueños e ilusiones, son la materia de mi escritura”, ABC, Madrid, 20 de Abril de 1989


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Segunda-feira, 13 de Setembro de 2010
Essa concreta figura
Não se pode voltar ao debate sobre literatura e compromisso sem que pareça que estamos a falar de restos fósseis. Limito-me a propor que regressemos ao autor, a essa concreta figura de homem ou mulher que está por trás dos livros e sem a qual a literatura não seria nada. O problema não está em que tenham desaparecido as causas que motivam o compromisso, mas sim que o escritor tenha deixado de comprometer-se.“Saramago: ‘La posibilidad de lo imposible, los sueños e ilusiones, son la materia de mi escritura”, ABC, Madrid, 20 de Abril de 1989


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Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
Não se pode matar o amor
Eu acredito que o sentimento é como a Natureza. Não podemos, em nome da experimentação, da frieza científica, da objectividade e de todas essas coisas, expulsar o sentimento das nossas preocupações e das obras que vamos escrevendo. O sentimento estará sempre na moda, porque homem e mulher sempre sentirão amor. Não se pode matar o amor. Por isso tem uma presença tão importante nos meus romances.“La isla ibérica. Entrevista con José Saramago”, Quimera, Barcelona, nº 59, 1986


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Quinta-feira, 9 de Setembro de 2010
A pergunta fundamental das humanidades
Do ponto de vista empresarial, não fazem falta as humanidades. A pergunta fundamental das humanidades é o que é o ser humano, enquanto que, para os círculos empresariais e tecnocratas que se ocupam da utilidade imediata, [a pergunta] é para que servem os seres humanos.“El paso del gran pesimista”, Semanario Universidad, San José de Costa Rica, 30 de Junho de 2005


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