Segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Crítica
Diz José Mário Silva na crítica a “O Caderno”, publicada no “Actual” do último “Expresso” que não sou um verdadeiro bloguer. Di-lo e demonstra-o: não faço links, não dialogo directamente com os leitores, não interajo com a restante blogosfera. Já o sabia eu, mas a partir de agora, se mo perguntarem, tomarei como minhas as razões de José Mário Silva e arrumarei definitivamente o assunto. De todo o modo, não venho queixar-me de uma crítica que é bem-educada, pertinente, elucidativa. Dois pontos, porém, me levam a sair à estacada, quebrando, pela primeira vez, uma decisão que até hoje foi por mim cumprida à risca, a de não responder nem sequer comentar qualquer apreciação feita ao meu trabalho. O primeiro ponto tem que ver com um suposto simplismo das análises dos problemas que me caracterizaria. Poderia responder que o espaço não dá para mais, mas quem, de verdade, não dá para mais sou eu próprio, uma vez que me faltam as habilitações indispensáveis a um analista profundo, como os da Escola de Chicago, que, apesar de tão dotados, deram com os burrinhos na água, pois nunca passou pelos seus privilegiados cérebros a hipótese de uma crise arrasadora que qualquer análise simplista seria capacíssima de prever. O outro ponto é mais sério e justifica, só por si, esta em alguns aspectos inopinada intervenção. Refiro-me aos meus alegados excessos de indignação. De uma pessoa inteligente como José Mário Silva esperaria eu tudo menos isto. A minha pergunta será portanto tão simples como as minhas análises: há limites para a indignação? E mais: como se pode falar de excessos de indignação num país em que precisamente, com as consequências que estão à vista, ela vem faltando? Meu caro José Mário, pense nisto e ilustre-me com a sua opinião. Por favor.


publicado por Fundação Saramago às 00:01
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