Sexta-feira, 7 de Janeiro de 2011
A panaceia universal
Uma jogada genial nas sociedades modernas foi converter-nos a todos em actores. Tudo hoje é um grande palco: é a panaceia universal, porque fez com que todos nós estivéssemos interessados em aparecer como actores. E desvendamos a nossa intimidade sem pudor: relatam-se misérias morais e físicas, porque pagam. Vivemos num mundo que se converteu num espectáculo vexante, em que se mostra a morte em directo, a humilhação...“La manipulación de las conciencias ha llegado a un punto intolerable”, El Correo, Bilbao, 8 de Marçoo de 2003In José Saramago nas Suas Palavras


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Quinta-feira, 6 de Janeiro de 2011
Terrorismo "invisível"
Os governos ocidentais reservam a catalogação de terrorista para os actos de violência indiscriminada efectuados por activistas que não actuam enquadrados numa organização estatal, e recusam-se a reconhecer a existência de terrorismo de Estado. Aproveitam-se do facto de o terrorismo puro não pretender esconder-se - ao contrário, faz o máximo esforço para que a sociedade saiba da sua existência - enquanto o terrorismo de Estado faz tudo o que lhe é possível para se tornar "invisível", porque é tanto mais eficaz quanto mais despercebido for.“José Saramago: ‘Israel es rentista del Holocausto”, en ¡Palestina existe!, Madrid, Foca, 2002In José Saramago nas Suas Palavras


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Quarta-feira, 5 de Janeiro de 2011
Cúmplices
Não pôr fim ao que tem remédio e denunciar as coisas com um simples murmúrio torna-nos cúmplices da nossa miséria.“Saramago, el pesimista utópico”, Turia, Teruel, nº 57, 2001In José Saramago nas Suas Palavras


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Terça-feira, 4 de Janeiro de 2011
Contra-senso
O pensamento correcto é um contra-senso, porque todo o pensamento é incorrecto.“El pensamiento correcto es un veneno social”, Gara, San Sebastián, 22 de Novembro de 2001In José Saramago nas Suas Palavras


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Segunda-feira, 3 de Janeiro de 2011
Membros de um rebanho
Sempre acreditei que, para além da antropofagia directa, há outra forma de devorar o próximo: a exploração do homem pelo homem. Neste sentido, a história da humanidade é a história da antropofagia. Isto obriga-nos a um compromisso activo. Em primeiro lugar, temos a obrigação de não permitir que nos ceguem, pois se nos deixam cegos, comportar-nos-emos, ainda mais do que agora, como membros de um rebanho, um rebanho que avança até ao suicídio.“Saramago, el pesimista utópico”, Turia, Teruel, nº 57, 2001In José Saramago nas Suas Palavras


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