Sexta-feira, 5 de Novembro de 2010
Até ao limite
Tendo nascido para trabalhar, seria uma contradição abusarem do descanso. A melhor máquina é sempre a mais capaz de trabalho contínuo, lubrificada que baste para não emperrar, alimentada sem excesso, e se possível no limite económico da simples manutenção, mas sobretudo de substituição fácil, se avariada está, velha outra, os depósitos desta sucata chamam-se cemitérios, ou então senta-se a máquina nos portais, toda ela ferrujosa e gemente, a ver passar coisa nenhuma, olhando apenas as mãos tristíssimas, quem me viu e quem me vê.In Levantado do Chão, Ed. Caminho, 18.ª ed., p. 327


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Quinta-feira, 4 de Novembro de 2010
O que influencia o amanhã
A pergunta que todos deveríamos fazer-nos é: Que fiz eu se nada mudou? Deveríamos viver mais no dessassossego. Não haverá amanhã se não mudarmos o hoje. Como se conta em A Caverna, tudo o que levamos às costas é passado e todo esse passado, incluindo a desesperança e a desilusão, é o que influencia o amanhã. Há que fazer o trabalho todos os dias com as mãos, a cabeça, a sensibilidade, com tudo.“Antes el burócrata típico era un pobre diablo, hoy registra todo”, La Nación, Buenos Aires, 13 de Dezembro de 2000In José Saramago nas Suas Palavras


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Quarta-feira, 3 de Novembro de 2010
Não é o escritor
Não é o escritor, se me coloca a questão a mim, quem intervém em Chiapas com os Sem Terra ou com os presos de La Tablada ou em África. Eu diria: "Sim, eu sou escritor, mas que está a tentar intervir em tudo isso é uma pessoa que se chama José Saramago". Que essa pessoa seja escritor e que, pelo facto de ser escritor, o que faz como cidadão seja mais importante para todos outros, pois estupendo! Aí radica o compromisso do cidadão que eu sou.“Entrevista a José Saramago”, Biblioteca Nacional de Argentina-Sala virtual de lectura, Buenos Aires, 12 de Dezembro de 2000In José Saramago nas Suas Palavras


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Terça-feira, 2 de Novembro de 2010
O destino das revoluções
O destino das revoluções é converterem-se no seu oposto. As revoluções acabam sempre atraiçoadas por uma simples razão: pela renúncia dos cidadãos a participar […] A doença mortal das democracias é a renúncia do cidadão a participar. Os primeiros responsáveis somos nós ao delegar o poder noutra pessoa que, a partir desse momento, passa a controlá-lo e a usá-lo […].Andrés Sorel, José Saramago. Una mirada triste y lúcida, Madrid, Algaba Ediciones, 2007In José Saramago nas Suas Palavras


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